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Título: Criança em risco - estudo multicêntrico
Outros títulos: Children at risk of maltreatment - a multicentric study
Autor: Vale, M.J.
Borges, T.
Alexandrino, A.
Gesta, C.
Casanova, C.
Lunet, N.
Dias, C.
Palavras-chave: Mau trato
criança
risco
Maltreatment
child
risk
Data: Dez-2006
Editora: Nascer e Crescer
Citação: Nascer e Crescer 2006; 15(4): S255-S261
Resumo: Objectivos: Caracterizar as crianças em risco ou maltratadas identificadas nos hospitais da região Norte de Portugal e conhecer os mecanismos de protecção à criança existentes nessas instituições. Material e Métodos: Foram avaliadas as crianças com idade inferior a 18 anos, referenciadas ao Serviço Social em 2005, através da consulta retrospectiva dos processos clínicos/sociais. Foi calculada a proporção de crianças classificadas como estando em risco ou tendo sido maltratadas. Compararam-se as características dos indivíduos em que se observaram os diferentes tipos de mau trato e risco através da prova do χ2 ou do teste exacto de Fisher. Resultados: Participaram no estudo quinze hospitais; cinco tinham Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco. Das 804 crianças, 53,2% eram do sexo masculino e 68,3% tinham menos de 3 anos. Os motivos de sinalização foram: risco (79,4%), negligência (20,5%), mau trato físico (5,4%), mau trato psicológico (3,7%), abandono (5,6%) e abuso sexual (3,5%); 25% das crianças já tinham sido referenciadas ao Serviço Social. Foi pedido o acompanhamento da Comissão Protecção Crianças Jovens em Risco em 30,1% e do Tribunal de Menores e outras instâncias judiciais em 14,5% dos casos sinalizados. Os casos de maus tratos ou risco foram mais frequentemente perpetrados pela mãe (88,2%) e pelo pai (55,2%). Comparativamente com outras formas de mau trato, o abuso sexual foi mais frequente em crianças do sexo feminino (6,3% vs 1,2%, p<0,001) e mais frequentemente perpetrado por Desconhecidos (31,6% vs 2,8% p<0,001) ou Outros (27,5% vs 1,9% p<0,001). Conclusão: A elevada percentagem de crianças sinalizadas por risco traduz uma maior preocupação dos profissionais de saúde com esta problemática, embora seja necessário uniformizar os critérios de referenciação e protocolar a recolha de informação referente à criança, família e caracterização do mau trato. Urge melhorar o funcionamento das equipas de intervenção social e permitir que as medidas de protecção instituídas sejam cumpridas. ABSTRACT Objectives: The aims of the present study were to characterize the children at risk or maltreated identified in hospitals from the north of Portugal and to describe the child protection mechanisms available in these institutions. Material and methods: All children aged 0 to 17 years evaluated by the Social Services during 2005, were eligible for this study. Data was obtained from retrospective consultation of the social and medical files. The proportion of children abused or at risk of maltreatment was calculated. The characteristics of individuals suffering different types of abuse or at risk of maltreatment were compared using χ2 and Fisher exact tests. Results: Fifteen hospitals participated in this study; five of them had Children Protective Comittees (Nucleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco). Information was obtained for 804 children (53.2% male; 68.3% aged less than 3 years). Referral to Social Services was due to: risk of maltreatment (79.4%), child neglect (20.5%), physical abuse (5.4%), emotional abuse (3.7%), abandonment (5.6%) and sexual abuse (3.5%); 25% had had a previous referral to the Social Services. Follow-up by Children Protective Services and Family Court were solicited in 30.1% and 14.5% of the cases respectively. The mother (88.2%) and the father (55.2%) were the most usual perpetrators of child abuse or risk of maltreatment. Compared to other types of abuse/maltreatment, sexual abuse was more frequent among females (6.3% vs 1.2%, p<0,001), and more frequently perpetrated by strangers or other persons besides the parents (27.5% vs 1.9% p<0,001). Conclusion: The high detection of children at risk of maltreatment probably reflects the health professionals concern about this subject. However it’s necessary to establish uniform referral criteria to the Social Services to standardize procedures and to maintain records regarding reports and families. It’s urgent to improve the coordination of Children Protective Services, law enforcement, schools, mental health and other institutions.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.16/1198
ISSN: 0872-0754
Aparece nas colecções:RN&C: Ano de 2006

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