Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.16/1390
Título: Vivências do Trabalho de Parto e Parto: Estudo Comparativo Entre Adolescentes e Mulheres Adultas
Autor: Brandão, Ana Paula Miller
Data de Defesa: 2010
Editora: Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar
Resumo: RESUMO A mulher em trabalho de parto é uma pessoa em situação e vivência única. Todo o processo do nascimento representa para a mulher, uma altura em que estão presentes todas as suas expectativas, as suas crenças e valores, as suas esperanças e medos, a relação com o acompanhante e pais e o modo como ela coordena todas estas relações e emoções. Ao acompanhar a mulher no momento do parto é necessário ter em consideração todas as suas particularidades e necessidades. A adolescência é um período de vida que merece especial atenção, pois nesta fase, a adolescente sofre transformações intensas que lhe permitem evoluir do ser criança para a fase adulta. Considerando todo o processo do trabalho de parto e parto como experiência única para quem a vive, e, uma vez que nesta etapa do ciclo vital, a adolescente ainda não atingiu nem a maturidade psicológica nem fisiológica para ser mãe, pensamos que a forma de vivenciar o trabalho de parto pelas adolescentes, poderá ser diferente das vivências das mulheres adultas. Neste contexto, este estudo emerge da experiência na prática de cuidados e tem como objectivo geral compreender as vivências das adolescentes relativamente ao trabalho de parto e parto, quando comparadas com as das mulheres adultas. Trata-se de um estudo qualitativo comparativo. Como instrumento de colheita de dados foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas, realizadas a 6 adolescentes e a 7 mulheres adultas, que obedeceram a alguns critérios de selecção. Estas participantes foram entrevistadas nas 48 horas após o parto, na Unidade Maternidade Júlio Dinis – Centro Hospitalar do Porto. Os resultados deste estudo permitiram compreender que as vivências do trabalho de parto e parto na adolescência, não divergem muito das vivências da mulher adulta. As categorias temáticas que emergiram das vivências relatadas por ambas as mães relacionam-se com os sentimentos vivenciados no trabalho de parto e parto, como a dor, o medo, a ansiedade, assim como as expectativas relativamente à analgesia epidural, à presença do acompanhante, aos cuidados na sala de partos e, podemos concluir, que são semelhantes. O que realmente é diferente nos discursos das entrevistadas é que, as adolescentes referem a família como suporte fundamental nesta fase das suas vidas. Deduzimos assim que, na grande maioria das adolescentes, é a retaguarda familiar que garante o bem-estar da mãe e do bebé. Daqui parece ressaltar a necessidade de desenvolver programas sociopolíticos que estimulem os profissionais no sentido de um maior empenho em pesquisas e programas de intervenção dirigidos à adolescente e família. Deste modo, a intervenção do enfermeiro especialista em saúde materna e obstétrica, além de ser fundamental na sala de partos, é extremamente importante nas consultas pré-natais, de preparação para o parto e pós-parto, na detecção de problemas específicos de cada mulher/ adolescente. ABSTRACT Childbirth is for any woman a unique and unparalleled experience. The whole birth process represents a time in her life when all her expectations, her beliefs and values, her hopes and fears, her relationship with her partner and parents and the way she coordinates all these relationships and emotions come into play. Seeing a woman through childbirth means that it is necessary to bear all these details and needs in mind. Adolescence is a period in one's life that deserves special attention, as it is in this phase that the adolescent suffers extreme changes that will allow them to evolve from childhood into adulthood. Taking the whole process of childbirth and labour into account as a singular and unique experience for the woman that undergoes it, and, seeing that at this stage of her vital cycle the adolescent still hasn't reached either the psychological or physiological maturity to be a mother, it is believed that the way adolescents experience labour could be different to that experienced by adult women. Within this context, this research arises from experience in childbirth assistance and fundamentally aims at understanding the experience that an adolescent goes through in what concerns childbirth and labour in comparison with that lived through by an adult woman. This research is qualitative and comparative. In order to gather data, semi-structured interviews were carried out. Six adolescents and 7 adult women who met some selection criteria were interviewed forty-eight hours after giving birth, at the Maternity Ward at the Júlio Dinis Hospital in Oporto (Unidade Maternidade Júlio Dinis - Centro Hospitalar do Porto). The results of this research led us to understand that the childbirth and labour experience in adolescence is not very different from that in adulthood. The main topics that arose from the experiences reported by both mothers are related to feelings experienced at childbirth and labour, like pain, fear, anxiety, as well as expectations in so far as epidural analgesia, the partner's presence and the assistance in the labour room are concerned and we can thus conclude that they are indeed similar. What was in fact different in the interviewees' speech was that, the adolescents referred to their families as fundamental support at this stage of their life. We thus inferred that with most adolescents, it is the family support that guarantees the mother and the baby's well-being. Therefore, the need to develop socio-political programmes that stimulate professionals to be more committed to research and intervention programmes based on the adolescent and their family, has become evident. Thus, the specialized nurse's intervention in maternal health and obstetrics, in addition to being fundamental in the labour room, is extremely important in pre-natal appointments that prepare women for before and after childbirth, in detecting problems specific to each woman/adolescent. RÉSUMÉ La femme qui attend son bébé et qui est déjà en travail est une personne qui sent une situation unique. Tout le déroulement de l’accouchement représente pour une femme, le moment ou toutes ses expectatives, ses croyances et valeurs, ses espoirs et craintes sont bien présentes, la relation avec la personne qui l’accompagne et parents et la façon dont elle coordonne toutes ses relations et émotions. En suivant la femme au moment de l’accouchement, il faut toujours tenir en compte qu’il faut bien considérer toutes ses particularités et émotions. L’adolescence est une étape de notre vie qui mérite une toute spéciale attention, car dans cette phase, l’adolescente subie des transformations intenses qui lui permettent d’évoluer de l’age de l’enfant a une phase adulte. Considérant tout se déroulement d’accouchement et comme expérience unique pour la personne qui la sent, une fois que dans cette étape vitale, l’adolescente n’a pas encore atteint la maturité ni psychologique ni physiologique pour être maman, nous pensons que ce moment unique sera certainement différent de ce pourra sentir une femme adulte. Dans ce contexte, cette étude ressort de l’expérience qu’on doit avoir et comme objectif principal comprendre les expériences des adolescentes para rapport au travail et à l’accouchement, quand comparé avec les femmes adultes. Il s’agit d’une étude qualitative comparative. Pour réunir tous ces éléments on a utilisé des interviews semi structurées. Réalisées à 6 adolescentes et 7 femmes adultes, qui ont suivit certains critères de sélection. Ces participantes ont été interviewées dans les 48 heures après l’accouchement, à l’Unité de la Maternité Julio Dinis – Centro Hospitalar do Porto. Les résultats de cette étude nous ont permis de comprendre que les expériences pendant le travail et l’accouchement dans l’adolescente, ne diffère pas trop des expériences d’une femme adulte. Les catégories thématiques qui sont ressortit des expériences exposées para chacune des mamans, sont en relation avec tous les sentiments qu’elles puissent sentir et vivre lors du travail et de l’accouchement, comme la douleur, la peur, l’anxiété, bien comme toutes les expectatives par rapport à l’anesthésie péridurale, la présence du papa, tous les soins dans la salle de naissance, sont en conclusion, très semblables. Ce qui est vraiment différent au discours des interviewées, c’est que les adolescentes trouvent tout le soutien moral dans leurs familles, ce qui leurs assurera le bien être de la maman et de son bébé. De tout cela ressort la nécessité de développer des programmes sociopolitiques qui stimulent les professionnels dans le sens d’un meilleur engagement dans la recherche et programmes d’intervention qui se dirige à l’adolescente et à la famille. De cette façon là, l’intervention de l’infirmier spécialiste en santé materne et obstétricienne, aussi bien fondamentale en salle de naissance, est extrêmement importante dans les visites prénatals, de préparation pour l’accouchement et après l’accouchement, l’identification des problèmes spécifiques de chaque femme/adolescente.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.16/1390
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